29/08/2007

VIA NOVA NO PERAU VERMELHO

Por: José Luís Kavamura
Equipada por - José Luís Kavamura e Luciana Amorim (que colocou suas primeiras chapeletas na via)
Nome da Via - 3-D
Grau - Acredito que entre 6sup e 7a, a confirmar, difícil dizer porque limpei as agarras e conhecia os movimentos antes de escalar...
Número de proteções - 8 chapeletas e parada dupla
Altura da via - acho que um pouco menos de 20 m, a mesma altura da Quente e Amanteigado (8a do lado direito)
Data da Conquista - D1 - Começamos em 6 de maio de 2007, mas a Uruca tava solta, e tivemos que abandonar a empreitada com 2 parabolts com 5 cm pra fora. D2 - Nova tentativa frustrada no meio do dilúvio, em 19 de julho de 2007, com uma cortina de água na frente da parede. D3 - E a volta triunfante com a super mega furadeira de 36V, em 23 de agosto de 2007, quando acabamos a via, conseguimos sacar os 2 parabolts que não tinham vingado e aproveitar os furos.
A idéia inicial era iniciar a via pelo diedro inicial e seguir pelo negativo final a direita, mas no final vimos que o negativo era uma sucessão de blocos sujos e duvidosos e havia uma linha de agarras seguindo a linha do diedro até o fim da parede; e por aí fomos. Ou seja, se tiver escalando, na dúvida vá pelo o diedro, se ficar sujo, vá pro diedro.
Abrazo, e até breve!
Kava

10/08/2007

HISTÓRIA DA ESCALADA LOCAL

História da Escalada em Antônio Prado e Ipê:

Por: Cau, Claudio Guedes Bochese

A primeira notícia que se tem da prática da escalada em Antônio Prado está registrada no Informativo Paredão, edição nº 12, datado de agosto de 2002, onde há um empolgante relato do escalador Márcio André Braga ao descobrir as No vale do Rio Inferno as Cascatas da Usina (um ponto turístico do município) e seu potencial para a prática do esporte. Veja o texto no link http://www.acm-rs.org.br/paredao/012/paredao_12_02.jpg No Informativo, Braga revela que o processo de grampeação da primeira via contou com a ajuda dos escaladores Rudi, Marcos, Lu e Lucas, e, após terminado a duras penas, ganhou o nome muito apropriado de Prima del Prado. A provável graduação da via ficou em 6a, sendo necessárias cinco costuras para encarar muitos regletes.

A manifestação de interesse pela escalada em cidadãos locais se deu através dos irmãos pradenses Vânius Pasuch e Pablo Pasuch e pelo ipêense Rodrigo Conte, que chegaram a colocar uma parada com a intenção de equipar uma via na propriedade dos Cordeiro, localidade chamada Terra Magra na margem esquerda do Rio Leão.
Os esforços mais fecundos em relação à escalada pradense teve iniciativa com Joel D. Marcon e Cláudio Bochese (Cau). Para Joel, o interesse pela escalada veio principalmente em virtude dos trabalhos desenvolvidos a partir de 2000 com ecoturismo e esportes de aventura na Tosi matti, operadora de turismo receptivo. Cau teve seu primeiro contato com a escalada em 1998, quando passou um ano de intercâmbio cultural na Nova Zelândia, país conhecido mundialmente como a Meca dos esportes radicais.
Aproveitando os conhecimentos de técnicas verticais e os equipamentos de rappel da Tosi Matti, ambos começaram, no início de 2003, a escalar em top rope nas mais diversas áreas do município de Antônio Prado e Ipê.
Devido ao interesse da proprietária da Academia Via do Corpo, Ana Lúcia Scopel, em montar um muro na sua academia, Cau e Joel fizeram em julho de 2003 um curso de escalada indoor com os já consagrados escaladores caxienses Roni Andrés e Thiago Balen, visando a habilitação como instrutores. O muro de escalada da Academia Via do Corpo continua em funcionamento, sendo um dos poucos da região no que diz respeito à sua estrutura.
Paralelamente à função de instrutores, Cau e Joel continuaram a procurar e escalar rochas nos perímetros dos municípios de Antônio Prado, Ipê. Foi constatado que há vários pontos com potencial em ambos os municípios, devido a formação geologica. Durante uma dessas excursões, encontraram o que viria a se chamar Perau Vermelho e Perau Branco, sendo assim chamados por razão da peculiar cor das rochas. Localizados na margem esquerda do rio Inferno, nas Cascatas da Usina, localidade chamada Borgo Forte em Antônio Prado, RS. As paredes têm 30m de altura no seu ponto mais alto. O primeiro registro fotográfico que se tem do local foi feito por Joel e data de 22 de novembro de 2004, porém os escaladores já vinham trabalhando uma via em top rope que foi chamada de Esquizo-paranóide, e cotada em 7c, após ser equipada por Caio Beltrão.
O primeiro grande esforço em conquistar vias no local ocorreu em 20 de novembro de 2005, quando se deu a organização do campeonato Bouldering Jam e 1° Festival de Conquistas no Perau Vermelho e Perau Branco, evento organizado por Joel e Cau. 7 escaladores Participaram do 1º Festival de Conquista, Roni Andres, Carlos Pedroni, Thiago Balen e Vinicius Todero. A 2ª Conquista foi no dia 02 de Abril de 2006, participaram Roni Andres, José Antonio Ribeiro (Toni), Franscisco Fianco (Chico), Caio Beltrão, Naoki Arima. A 3ª Conquista, foi nos dias 14 e 15 de Abril de 2006. Participaram, Roni Andres, Naoki Arima, Giovani Ruffato, Rodrigo Hegert, José Antonio Ribeiro(Toni), Franscisco Fianco (Chico), Caio Beltrão e Dioni Slochi. O resultado das três investidas foi: no Perau Vermelho, uma via em móvel Puta véia - 5º e seis vias grampeadas. Capitão do Mato - 7b, Quente e amantegado - 8a, Estacionamento obliquo - 8b, Gravataí mãos ao alto - 7c, Dança do Gazelão - 8b/c, Esquizo paraníde - 7c. No Perau Branco, uma via em móvel (..... 6º) e quatro vias grampeadas, Pretinho Básico - 7c, Hora do lanche -8a, Clifei - 8a, Gastei nas vespa - 7b. A graduação das vias está sujeita a modificação.
Dando continuidade ao desenvolvimento do projeto, no dia 29 e 30 de Abril e 1º de Maio, foi dado inicio à grampeação da Cascata Tosi Matti, no Parque Ecológico Toisi Matti, pelos escaladores Thiago Balen, Silvia Marcon, Vinícius Todero e Roni Andrés. Este setor demonstra um grande potencial em vias com graduação superior à 9º grau por se tratar de uma formação que começa com um teto, seguida de um negativo muito forte.
Com o apoio essencial da AGM, que se encarregou da divulgação, chapeletas, chumbadores, paradas e furadeira, os dias 5 e 6 de maio se tornaram um marco para o local. Nunca antes havia sido efetuado um esforço de tamanha envergadura e com a adesão de tantos escaladores do estado (o Kava, de Curitiba, e Andrew da Inglaterra, deram um ar de internacionalidade para o evento). Os esforços foram concentrados nos Peraus Vermelho e Branco e na cascata Tosi Matti, havendo ainda setores por enquanto intocados, um deles já foi batizado de Perau Preto; mostrando a qualidade e potencial do Vale do Rio Inferno, no que se refere a escalada esportiva.
A cabana, situada no Parque Ecológico Tosi Matti, há poucos metros da cascata, estava pequena para acomodar a euforia da confraternização depois de tanto trabalho durante o dia. A presidente da AGM, Silvia Marcon, com a ajuda do Thiago Balen, mostrou para que veio e equipou uma via chamada Cactus, ainda sem graduação confirmada.
No final, a contabilização foi a seguinte: Na cascata do Parque Ecológico Tosi Matti, Cascata Tosi Matti, foram equipadas três vias por Tiago Balen e Silvia Marcon, as vias são Parceria canina - ?, Falsidade canina - ? e Cactus - ?. Também na Cascata Tosi Matti, foram equipadas mas 4 vias por Marcos Vinicius Todero (Vini) e Roni Andrés, vias ainda sem nome. No Perau Vermelho, Caio Beltrão equipou a via Em busca do teto perdido -7ª, Rafael Caon, com auxílio de Tiago Mohr, Flávio Custódio e Andrew da Inglatera, equiparam a via "Brinquedinho pra inglês ver", o Kavamura do Paraná, deixou um projeto e Moisés conquistou uma via em móvel Noite Maldita - ?. Algumas vias ainda não tem nome e graduação definida.
Hoje o Vale do Rio Inferno, conta com 3 vias em móvel e 19 vias chapeleteadas, distribuídas nos três setores que estão sendo desenvolvidos, Perau Vermelho, Perau Branco e Cascata Tosi matti. Não podemos esquecer a via Prima del prado - 6a que fica nas Cascatas da Usina, que totaliza 24 vias.

OBS: Os setores estão abertos para escalada mas se alguém quer conquistar, os responsáveis pelos setores Joel, marcon@tosimatti.com.br e Cau, cauguebo@yahoo.com.br, devem ser avisados com antecedência.

PROJETO ESCALADA

PROJETO ESCALADA ESPORTIVA NO VALE DO RIO INFERNO ANTÔNIO PRARO - RS

Este projeto tem como objetivo principal implantar e desenvolver setores de escalada esportiva no Vale do Rio Inferno, situado no município de Antônio Prado/RS, aproveitando a formação geológica (basalto) propícia à prática de tal esporte.
A concretização deste projeto também visa estimular atletas experientes e novos adeptos do esporte a praticar tal modalidade esportiva em local que ofereça condições favoráveis, como segurança e tranqüilidade, permitindo ao atleta preocupar-se somente com seu desempenho sobre a via e desfrutar de um local calmo e pacífico que potencializa a experiência da escalada.

09/08/2007

ESCALADA ESPORTIVA

ESCALADA ESPORTIVA, Antônio Prado e Ipê

Encravadas na Serra Gaúcha, Antônio Prado e Ipê. são monstros adormecidos para os escaladores. Seus recursos naturais para a prática deste esporte são grandes, tanto para vias como para boulders. As variações de graduação existentes para ambas modalidades também são algo para deixar qualquer escalador com um imenso sorriso no rosto e as mãos em frangalhos. Pode-se com certeza dizer que, quando todo este potencial for explorado, as duas cidades entrarão no cenário gaúcho da escalada com points que não ficam devendo.
POR: Claudio Gedes Bochese - Cau